QUEM SE CONHECE NÃO SE OFENDER

Há alguns dias, escrevi sobre a importância de nos avaliarmos constantemente para um planejamento pessoal efetivo e prático. Para fazê-lo, sugeri perguntar para amigos, colegas e familiares o que eles vêem em nós como pontos positivos e pontos a serem melhorados. Esta é uma tarefa difícil, porém, muito importante. É preciso estar preparado para ouvir e não retrucar, justificar. O verbo aqui é “refletir”.

Nas duas últimas semanas, fiz esta auto avaliação. Pedi para 11 pessoas próximas me apontarem uma característica que faço bem e uma em que preciso melhorar. Os entrevistados foram divididos em dois grupos de pessoas: um de pessoas que tive/tenho relacionamento no Brasil; e outro de pessoas com quem me relaciono aqui nos Estados Unidos. No Brasil, dividi em dois subgrupos: contatos pessoais e contatos profissionais. Cheguei a algumas conclusões interessantes, as quais compartilho (algumas):

Em primeiro lugar, as pessoas dentro do grupo de contatos pessoais, basicamente meus amigos mais próximos, responderam sem muita volta, enrolação. Foram bem diretos nos pontos positivos e, mais diretos ainda, naqueles que julgam que preciso melhorar. Já os contatos profissionais apresentaram certo receio em responder, tomando muito cuidado com as escolhas das palavras, e sempre me lembrando de que não queria causar transtorno, apenas ajudar na pesquisa.

Outro fato interessante foi o resultado das respostas dos contatos profissionais do Brasil com as dos contatos americanos. Alguns pontos levantados como passíveis de melhora pelos meus pares brasileiros foram justamente os que os entrevistados americanos julgaram como pontos positivos.

Por fim, a pesquisa me ajudou a perceber que, perante os outros, tenho mais pontos fortes que outros a serem melhorados. Praticamente 90% das pessoas apontaram o mesmo assunto no qual devo prestar mais atenção para corrigir, enquanto cada pessoa, individualmente, apontou uma qualidade diferente.

Depois de feita esta pesquisa, passei uma semana em reflexão sobre as respostas. Argumentei comigo mesmo se as pessoas de fato tinham razão, sobre os pontos a melhorar. Me esforcei para achar formas de potencializar os aspectos positivos. No final, entendi que as fraquezas, dependendo de como conduzidas, podem se tornar aspectos diferenciadores da multidão. É possível tornar algo que é, aparentemente, negativo, e fazer com que aquilo seja sua marca registrada. E, daquilo que é visto como positivo, bolei dois novos negócios.

Você não precisa concordar com todos e nem deixar de ser quem você realmente é. Mas deve fazer um trabalho de introspeção e verificar se aquilo que os outros vêem como possível melhora em você lhe prejudica ou não. Se achar válido, mude. Apenas lembre-se de que ninguém é perfeito, porém, buscar a evolução é sempre importante.

P.s.: antes de fazer esta experiência consigo, assista a esse vídeo.

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