MODALIDADES DE INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS NOS EUA

A queda da taxa de juros no Brasil está fazendo muita gente repensar seus investimentos novamente. A alternativa mais comum seria a Bolsa de Valores, uma vez que quando a renda fixa paga pouco, o investidor aceita correr mais riscos com objetivo de maior retorno. Entretanto, com todos os problemas na economia brasileira, os olhos tem se voltado ao mercado internacional, principalmente com investimentos imobiliários.

O Fundo Monetário Internacional projeta que a economia dos EUA terá crescimento real acima de 2% ao ano até 2020, com inflação controlada dentro de sua meta (2%a.a). Com a estabilidade da moeda americana, temos sentido de forma brutal o aumento da procura de brasileiros que desejam investir nos Estados Unidos. Os imóveis sempre são a primeira opção, pois representam uma garantia real de que o dinheiro não irá sumir. Porém, o perfil do investidor mudou. Eles não querem mais comprar imóveis prontos, querem investir em projetos imobiliários. Veja as opções.

Venda de Casas Novas 2010-2017

Single Family Homes

As “single family homes”, são propriedades unifamiliares, aonde apenas uma família mora na estrutura construída. Elas diferem, por exemplo, dos condomínios verticais, aonde diversas famílias residem no mesmo prédio.

A venda de casas novas tem se elevado consistentemente desde 2011, refletindo, aos poucos, a melhora da situação de crédito dos compradores que, após a crise de 2008, volta a adquirir novas propriedades. O déficit habitacional nos estados é de aproximadamente 1.5 milhões de imóveis por ano, por isso o preço dos ativos continua a crescer.

Anualmente, cerca de 1.1 a 1.2 milhões de novos núcleos familiares são formados, ao mesmo tempo em que entre 300 a 400 mil casas existentes são demolidas. Por isso, faltam 1.5 milhões de imóveis todos os anos no mercado americano.

A rentabilidade média deste tipo de projeto é de 20% a 25% ao ano, conseguidos através de alavancagem bancária, aonde o investidor não precisa dispor de todo o recurso para o desenvolvimento, visto que o banco financia parte de construção.

Home Communities

Semelhante aos loteamentos no Brasil, porém, nos Estados Unidos os compradores não tem o hábito de adquirir terra para construir. São raros os casos aonde o proprietário constrói sua própria casa. No desenvolvimento de Home Communities, o investidor adquire a terra, faz o loteamento e constrói as casas, que podem ser Single Family ou casas geminadas.

Este tipo de projeto exige mais planejamento, uma vez que é necessário a aprovação na cidade, primeiro, do master plan, com arruamento, infraestrutura de água e esgoto, etc. Este processo leva de 1 a 2 anos, dependendo da região, podendo até a superar este prazo, conforme o tamanho do projeto.

Estes projetos possuem taxa de retorno de 15-20% ao ano, pois são considerados menos arriscados, do ponto de vista financeiro, quando comparado às Single Family, devido a possibilidade fazer o desenvolvimento em fases.

Income Properties

A terceira forma é a construções de projetos para manutenção de renda. Neste caso, o investidor constrói, porém não vende imóveis. Seu objetivo é alugar as propriedades a fim de criar uma fonte de renda de alugueis.

Esta modalidade pode ser feita com imóveis residenciais (single family e multifamily), imóveis comerciais (lojas, salas comerciais, centros comerciais, shopping centers) e projetos industriais (galpões de armazenamento).

Este é o tipo de projeto que apresenta menor risco para o investidor, tendo em vista que ele detém a posse do imóvel ao mesmo tempo em que tem diversas fontes de receita (uma para cada inquilino). Por este motivo, a taxa de retorno fica entre 6-9% ao ano. Em mercados muito visados e consolidados, como Nova Iorque, este retorno cai substancialmente, com média de 2% anuais.

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