VOCÊ INVESTIRIA EM UMA EMPRESA QUE NÃO CRESCE?

Assim que investidores começam a se sofisticar e procuram produtos fora do padrão renda fixa, eles caem no mercado de renda variável. Com seu próprio nome diz, sua maior diferença em relação à mercados de baixo risco é a [maior] incerteza sobre qual será o resultado de sua aplicação. Logo, deve-se elevar a dedicação no seu entendimento e possível (ou provável) contratação de profissionais para assessorá-los.

Dentro do universo da análise de investimentos, independentemente de qual seja, há duas grandes vertentes, como já conhecidas por muitos: a análise gráfica e a análise fundamentalista.

Na primeira, baseada nos estudos de Charles Dow, investidores transformam em gráficos os movimentos dos ativos, tendo no eixo X a variável tempo (dia, semana, mês, ano, hora…) e no eixo Y o preço. Essa metodologia, resumidamente, afirma que o comportamento dos investidores costuma seguir padrões. Ao colocar os números em forma de gráfico, fica mais fácil identificar estes movimentos e, assim, tentar prever o que acontecerá com determinado papel no futuro. Desta forma, não há a necessidade de saber nem qual é o ativo objeto de estudo. Basicamente, analisam-se os movimentos e decide-se pela compra ou a venda.

No caso da análise fundamentalista, os investidores procuram fazer uma avaliação completa do ativo para, então, determinar se estão baratos e/ou caros. O fator mais importante é avaliar qual deve ser seu comportamento futuro. Aqui entram estudos sobre em qual país que está inserido, como seus setor está respondendo aos movimentos da economia, qual a estratégia de gestão da empresa, etc. Logicamente, este tipo de análise demanda muito mais tempo e conhecimento.

Atendo-me apenas aos critérios fundamentalista, vamos colocar dois ativos hipotéticos para exemplificar.

Imagine duas empresas que tiveram os seguintes históricos de crescimento do lucro entre 2011-2015 e projeção de crescimento até 2019 como abaixo.

Crescimento Anual do LucroEmpresa AEmpresa B
20113.9%1.6%
20121.9%2.2%
20133%1.5%
20140.1%2.4%
2015-3.7%2.6%
2016-2.9%2.8%
20170.7%2.8%
20181.65%2.6%
20192.02%2.20%

Ainda, a Empresa A não possui bom histórico de crédito, sendo que deixou de pagar algumas dívidas aos seus credores em passado não muito longe. Enquanto isso, a Empresa B sempre pagou tudo o que deve.

Como tem histórico ruim de crédito, a Empresa A, quando necessita de capital de terceiros paga juros anuais de cerca de 17%. No caso da Empresa B, por ter baixo risco de crédito, seu custo de capital de terceiros é de 1% ao ano.

A Empresa A vende produtos de baixa qualidade e sem valor tecnológico agregado. Sua concorrente, por outro lado, investe forte em capacitação permitindo que tenha maior eficiência operacional.

No que diz respeito a abertura de mercado, a Empresa A foca em países com baixo poder de consumo. Recentemente, por outro lado, a Empresa B entrou em um grande grupo de comércio composto por países que representam mais de 40% do PIB Mundial.

Por fim, a Empresa A está em um setor altamente regulamentado pelo Governo, enquanto a Empresa B tem seu mercado livre.

Com base nisso, se você pudesse comprar as ações dessas duas empresas, qual você escolheria?

Certamente deve ter escolhido a Empresa B.

Neste exemplo, a Empresa A, no mundo real, chama-se República Federativa do Brasil. A Empresa B, Estados Unidos da América.

Bons investimentos!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × um =