SO GOOD THEY CAN’T IGNORE YOU

Sempre tive muitos sonhos: quis ser de piloto de avião à jogador de hockey. Porém, ao encarar o Terceirão, comecei a pensar melhor em qual carreira seguir.

Eu sempre me imaginei trabalhando no mundo corporativo. Quando adolescente, sempre gostava dos filmes que tratavam de Wall Street, empresas, etc. Por um tempo, cheguei a achar que Direito seria o que desejaria estudar. No meu primeiro vestibular, escolhi este curso e, pensava em me especializar em Direito Internacional, pois tinha o sonho de morar fora do país. Queria ser Diplomata.

Porém, em um momento vi que seguia um sonho através do caminho errado. Lendo sobre outros cursos, conheci a escola de Economia e resolvi mudar minha opção do vestibular já após a inscrição. Passei. Iniciei o curso e me apaixonei por ele.

Logo nas primeiras fases, comecei a trabalhar na área de investimentos e ví que era isso que gostaria de fazer como meio de vida. Meu objetivo era ser gestor de investimentos.

Ao longo do tempo, procurei adquirir conhecimento para cumprir essa missão. Passei pela área de renda fixa, de renda variável, private equity e investimentos imobiliários. Paralelamente, procurei outros conhecimentos que poderiam trazer algum valor para a função. Nisso, aprendi a desenvolver planilhas de Excel automatizadas e a operar ações com robôs.

Lendo o livro de Cal Newport, identifiquei muitas coisas que já fiz até hoje. Tanto nos pontos positivos quanto nos negativos no desenvolvimento da minha carreira.

“So Good They Can’t Ignore you” é um livro empolgante, esclarecedor e obrigatório.

Na obra, Cal Newport discursa sobre como termos paixão pelo que fazemos. A busca pela felicidade profissional, segundo ele, está no, excessivamente batido, ditado de “seja o melhor.” Com isso ele quer dizer que, buscar se superar sempre e oferecer ao mundo algo de positivo trará muito mais realização profissional do que trabalhar no “emprego dos sonhos.”

Em sua narrativa ele coloca quatro regras básicas sobre como realizar-se profissionalmente

1. Não siga suas paixões

Neste ponto ele aborda que a felicidade profissional não está em seguir o emprego dos sonhos. Através de exemplos e ele mostra que muitas pessoas, ao largarem tudo para seguir suas paixões, acabaram mais frustradas que no emprego anterior. Ao mesmo tempo, mesmo pessoas altamente bem sucedidas como Steve Jobs não seguiram um sonho de infância.

2. Seja tão bom que não poderão lhe ignorar

Ao contrário de seguir um emprego dos sonhos, profissionais devem se especializar e fazer bem as tarefas que lhe são passadas. Newport argumenta que quão melhor você se torna em algo, mais chances tem de tornar aquela atividade realizadora. Porém, para fazer isso há alguns pré-requisitos, como criar bagagem profissional e estabelecer uma missão de atender ao mundo, ao invés  de exigir que o mundo lhe dê algo.

3. Recuse promoções

O autor não se refere, neste caso, à liquidações. No ambiente corporativo, pessoas bem sucedidas são promovidas. Mas isso nem sempre é uma coisa boa. Um excelente vendedor pode não ser um bom Gerente Comercial.

4. Pense pequeno, haja grande.

Para fazer os objetivos de longo prazo acontecerem, a divisão de tarefas, às quais ele se refere como “apostas”, é importante pois permite que o objetivo seja constantemente avaliado. Completar uma meta de curto prazo, por exemplo, pode revelar a inviabilidade de todo o projeto. É hora, então, de mudar para outro desafio.

Infelizmente, o livro ainda não foi traduzido para o português. Para adquiri-lo, há a versão capa dura e a eletrônica (links abaixo) em inglês.

Amazon – Capa Dura – R$ 104.43

Amazon.com – Versão Kindle – US$ 10.99

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