SLASH

Saul Hudson, mais conhecido como Slash, e mais conhecido ainda como o cara que faz a introdução de Sweet Child ‘O Mine, do Guns N’ Roses, foi, certamante, o artista que mais me influenciou no início da minha adoração pelo Rock N Roll. Nasceu em Londres e foi chorar em Hollywood, local onde construiu seu estilo musical.

O que sempre me chamou a atenção na forma de Slash tocar guitarra foi a rebeldia, a falta de regras. E isso também foi o que fez o Guns N’ Roses se destacar no cenário musical na década de 80. Nesta época, o glam rock dominava o mundo. Bandas como Dokken, Whitesnake, Poison, Van Halen, Quiet Riot ocupavam 10 entre 10 playlists de rádios.

No heavy metal dos anos 80, parecia que as bandas disputavam para ver quem fazia o solo de guitarra mais elaborado. Era totalmente técnico. Escalas, arpegios, e piruetas mirabolantes e, para alguns, entendiantes. Eis que surge Slash.

Logo que comecei a tocar guitarra, tinha um vizinho que também era guitarrista. E ele me disse uma vez que “é mais fácil tocar os solos do Metallica que os do Guns.” E, com o tempo, percebi que era verdade. Enquanto as linhas de Kirk Hammett, e outros que tem estilo parecido, são “previsíveis”, pelo fato de serem muito técnicos, era impossível saber o que vinha da cabeça de Slash. Ele mesmo não repetia exatamente os solos em performances ao vivo. Era improviso. Era de coração. Era bagunçado.

Para mim, uma das obras-prima de Slash é a música Estranged, do álbum Use Your Illusion II. Não foi lançada como single, nunca foi uma música de rádio da banda devido ao seu tamanho, mas, certamente, mostra tudo aquilo que o Slash é.

Ao longo da carreira, fez participações monstruosas com grandes músicos. Um desses momentos espetaculares foi gravar com Michael Jackson músicas como “Black and White” e “Give it To Me“. Nos trabalhos mais recentes, acompanhado de “Myles Kennedy and The Conspirators”, reuniu diversos artistas como Fergie e Ozzy Osbourne e mostrou que, além de um dos guitarristas mais marcantes de todos os tempos, é capaz de extrair o máximo de grandes músicas e fazer verdadeiras obras de arte musicais.

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