RECOMEÇAR

Ao começo de cada ciclo, muitas vezes definimos metas, objetivos, razões pelas quais desejamos sair da cama todos os dias. Sem isso, penso, nossas vidas seriam vazias e utilizaríamos nosso tempo sobrevivendo, ao invés de viver. Neste sentido, diversas resoluções tem a ver com irmos aonde nunca fomos, fazer o que nunca fizemos, atingir o que nunca atingimos. Acredito que estas trazem mais motivação. Temos muitas expectativas e muito apreço pelo novo. Aproveitamos cada etapa, cada fase da conquista. Tudo que aparece de novo se torna mágico, passível de comemorações. No meu modo de ver, são metas mais agradáveis de serem perseguidas. Entretanto, quando desejamos retomar uma atividade, o caminho pode ser bem pior.

Ao recomeçarmos uma atividade temos memória, padrões do passado que nos perseguem. Desejamos ser, no mínimo, o que já fomos. Nos parece inadmissível retrocedermos. E acaba sendo um erro muito comum tentar retornar do mesmo lugar aonde paramos. Isso pode trazer lesões, desânimo, frustração. É necessário ter maturidade para aceitar que, após um período, seja ele longo ou curto, nosso corpo, nossa memória, nossa aptidão não é a mesma de quando paramos. É preciso dar um passo atrás.

O melhor a fazer, nesse caso, é ter o mesmo procedimento de quando, pela primeira vez, fez aquilo que se deseja retomar. Definir foco, método de trabalho, e seguir o caminho correto. O fato de já ter feito uma vez não significa que agora será melhor. Pode estar em forma pior, fatores externos podem estar com influências que antes não existiam. E para todos estes revezes, nada melhor que um planejamento bem detalhado de aonde quer chegar e como fará isso. Porém, o principal, e básico, nunca muda: não perca o foco, deixe sua meta bem visível todos os dias. Assim, ao sair da cama, você sempre saberá o por quê.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × um =