O QUE É VISÃO E COMO ALCANÇÁ-LA

Minha visão pessoal é poder trabalhar “remotamente”, no sentido de não ter um ponto fixo de trabalho, ao contrário do falso conceito que tem se espalhado pela internet de que você pode “viver de vento” enquanto viaja o mundo; e morar entre as cidades de Miami, Londres, Paris e Dubrovnik. Para isso acontecer é preciso agir e ter paciência.

Eu sei que esta é uma meta grandiosa, e que não será atingida do dia para noite. Mas todas as grandes empresas, e grandes feitos da humanidade, aconteceram quando um primeiro passo foi dado. E depois o segundo. E depois o terceiro.

Sete anos e 14 de tentativas frustradas se passaram antes de a primeira missão espacial da NASA dar certo, voltando do espaço apenas com fotos. Até que o homem pousasse na Lua, foram mais 5 anos.

Os erros não foram capazes de acabar com o sonho ou a determinação de cientistas desta conquistas. Porém, tomar ação para dar o próximo passo e tentar novamente garantiram seu sucesso.

Aos 27, 28 anos de idade, a maioria dos meus amigos e colegas já estava encaminhado nas suas carreiras, como autônomos ou trabalhando para boas empresas. Eu, aos 28 anos, já havia sido demitido, aberto e fechado 3 empresas, e pedira as contas de um emprego excelente, com bom salário, na maior gestora de recursos financeiros do Sul do país, para investir e apostar no meu sonho de morar fora do Brasil. Aos olhos de muitos, eu “ainda não tinha me achado”. Na minha cabeça, eu sabia exatamente aonde queria chegar.

Saber exatamente o que se quer não é algo fácil e também nem sempre foi claro para mim. Entretanto, sempre tive algumas visões isoladas que, no momento certo, fizeram todo o sentido e me motivaram a chegar aqui.

Sempre me encantou a ideia de explorar o mundo. Ficar a vida inteira em uma cidade pequena, e em um único lugar, me gera um sentimento tanto quanto claustrofóbico. Como não possuía condições financeiras de realizar este feito, buscava suprimi-lo de formas alternativas, como estudando outras línguas e participando de salas de bate-papo na internet com pessoas de outros países.

Também, quando mais jovem, sempre me visualizava no futuro em trabalhos corporativos e que pudesse viajar ao exterior. Na verdade, meu primeiro vestibular foi visando o curso de Direito, no qual eu pretendia me especializar em Direito Internacional. Ao longo do processo, vi que não me apetecia esta área profissional. Estudei sobre administração e me encantei com Economia.

Na faculdade, vivia olhando oportunidades na Onu, mas estágios não remunerados estavam fora de questão para mim. Não havia como me manter.

Ao terminar a faculdade, estava pronto para fazer um estágio os EUA, quando descobri que não poderia trancar minha pós-graduação, pois perderia grande parte do que havia investido até aquele momento.

Cerca de 12 anos se passaram entre minhas primeiras lembranças de querer experimentar a vida fora do Brasil até que eu pudesse fazer isso. Em 2009 viajei sozinho a Europa, por onde passei por Porto, Paris, Edimburgo e Londres. Voltei destas férias com a certeza de que meu lugar não era na Ilha da Magia.

Naquele momento, passei a focar todos os meus esforços em desenvolver uma oportunidade de morar fora. Aos poucos fui desfazendo as empresas que tinha; aprendi mais uma língua (o francês, sucedendo o inglês e espanhol), e, juntamente com minha (na época) noiva, definimos que casaríamos em março de 2013 e, na sequência iriamos morar em Paris. Não sabíamos como, fazendo o que nem exatamente aonde. Porém, a meta estava traçada.

Ao ir trabalhar na nova companhia, propus a eles estudarmos a ideia de abrir uma filial na França. Eles gostaram da ideia. Porém, a Dilma foi eleita e começou a quebrar o país. Mais uma vez, meu sonho era adiado.

Um ano depois, encontrei outras pessoas com o mesmo pensamento (de morar fora) e, novamente, propus de montarmos um negócio no exterior. E agora, o momento certo havia chego.

Eu já disse algumas vezes que logo que nos mudamos do Brasil, escutamos muito “nossa, que sorte..”; “para você foi fácil se mudar, você já tinha um emprego nos EUA.” Mas o que as pessoas não veem é que 18 anos se passaram entre a minha primeira vontade e a conquista dela.

Foram 5 anos de faculdade, 2 anos de pós graduação e mais 5 anos de prática para eu estar apto a fazer o que fiz.

Foi lutar contra o desejo dos meus pais para que eu fizesse um concurso público, com salário de R$ 5,000.00 por mês, quando eu havia optado por sair do Banco Real para trabalhar em uma corretora de valores para ganhar R$ 900,00 de salário durante quase dois anos.

Foram 5 anos trabalhando em 2 ou 3 empregos para poder pagar as dívidas de apostas que deram errado.

Três línguas aprendidas. Cerca de 25 reuniões com investidores para apresentar a proposta de negócio. E muitas e muitas frustrações no meio do caminho.

E eu não falo isso para parecer um mártir, ou extraordinário, ou melhor do que ninguém. Eu digo isso por que “SORTE” não tem nada a ver com essa história. Você quer uma palavra para definir isso? Use “AÇÃO”.

Conto isso, também, para me lembrar de que, quando eu fico frustrado por ainda não estar exatamente da forma que eu quero, eu levei 18 anos para chegar até aqui. E valeu cada segundo dedicado a isso.

Minha visão é poder viver entre Miami, Londres, Paris e Dubrovnik.

Uma já foi. Faltam 3. E eu ainda sou muito novo.

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