NOVAS OPORTUNIDADES COM TAXAS DE JUROS MAIS BAIXAS

O investidor brasileiro vem enfrentando um paradoxo: taxa de juros baixa e poucas oportunidades na “economia real”. Na teoria econômica, normalmente, quando há queda das taxas de juros, os investidores direcionam seus recursos para a economia produtiva, a fim de realizarem maiores resultados. Entretanto, o atual cenário nacional tem impedido tal movimentação.

Com a economia em frangalhos e risco político que parece não acabar nunca, os aplicadores tem buscado alternativas no exterior. É sabido que as remunerações pornográficas que temos no Brasil não se repetem nem em mercados emergentes, muito menos naqueles mais consolidados, como Estados Unidos e boa parte da Europa.

Retornos Descentes

Falar em remunerações de 6%-8% ao ano para o investidor brasileiro um ano atrás era uma piada. No Tesouro Direto era possível conseguir até 18% ao ano sem correr muitos riscos, apenas emprestando o dinheiro para o Governo, que é o “dono da máquina de imprimir moeda.”

Para se ter uma ideia, Títulos do Governo Americano pagam 2% ao ano, quando muito. Para ter uma remuneração mais “robusta” é preciso comprar títulos de empresas e, logicamente, quanto melhor elas são, menor é o retorno para o investidor. Grandes corporações como Apple, Microsoft, Amazon, Google, tem títulos de dívida de 2-4% ao ano. Apenas aquelas expostas a riscos maiores, como Banco do Brasil, Bradesco, Petrobrás, pagam acima disso, mas dificilmente acima de 8%.

O jogo mudou. Com a taxa Selic em 8,25%, investimentos de curto prazo tem rendimento líquido de 6.4% ao ano, e os de longo prazo 7% (descontado o Imposto de Renda de 22.5% e 15%, respectivamente). Ou seja, o tesouro Direto já voltou a competir com a Poupança. E para ganhar mais, investidores precisam buscar alternativas.

Alternativas no Exterior

A matéria divulgada pela Folha no dia 09 de outubro de 2017 mostra as alternativas que o investidor possui aplicando diretamente de seu país, comprando cotas de fundos que, por sua vez, aplicam no exterior. Porém, aqui nos Estados Unidos, a cada dia que passa encontramos e atendemos mais pessoas buscando oportunidades na economia real, aplicando a teoria econômica.

Especificamente em empreendimentos imobiliários, os retornos também são mais “comportados” daqueles do mercado brasileiro. E no país mais capitalista do mundo, aonde a teoria econômica parece funcionar bem, até nestes casos a máxima Risco x Retorno é aplicada.

Investimento Imobiliário

Para os amantes de imóveis de alugueis, por exemplo, em Miami é possível conseguir 6-8% ao ano de retorno. Porém, estes números em Nova Iorque são impensáveis. Quando alguém consegue 2% ao ano na Capital do Mundo, coloca as mãos para o céu e agradece.

O desenvolvimento imobiliário também deve ser observado nos mercados com maior demanda do que oferta. Depois do boom da construção civil em Miami, por exemplo, outras áreas metropolitanas da Flórida (preferida pelos latinos, e, logicamente brasileiros) tem se desenvolvido mais.

É o caso de Fort Lauderdale, no condado de Broward; e Boca Raton, em Palm Beach. Com preços atraentes, tanto investidores quanto moradores tem preferido estas regiões mais ao norte de Miami, que já passou pelo seu momento de ápice e agora vê as abóboras se acomodarem nas carrocerias.

A taxa de retorno média que pode se esperar de projetos imobiliários no Sul da Flórida giram em torno 15-20% ao ano, que podem variar conforme o tipo de projeto (residencial, industrial, comercial) e a região.

A realidade é dura

O que o investidor precisa ter em mente, entretanto, é que ganhar dinheiro fácil não é a regra. Mesmo no Brasil, as taxas de juros elevadas devem ser encaradas como excessão. Para fazer o dinheiro render mais do que a inflação, é preciso correr um pouco mais de risco (que sempre é mitigado pelo conhecimento) e esperar um pouco mais de tempo.

Quem aproveitou a bonança da renda fixa, aproveitou; quem não aproveitou, deve procurar alternativas.

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