FREE COACHING – LIÇÕES QUE APRENDI COM O IRONMAN

Agora posso falar com propriedade, sem olhares tortos de discriminação por nunca ter feito um Ironman. Agora eu fiz. Agora eu completei. E digo uma coisa: vou pegar tudo que já me falaram sobre o maior evento de triathlon do mundo e vou guardar em pasta mental chamada “experiência dos outros”, que foi fDSCF0155undamental para os treinos, mas, depois de ter feito a prova, vou memorizar a minha percepção, a minha vivência, que resumirei em algumas lições.

1 – Sobre planejamento

Certamente o mais difícil em todo este processo, incluindo o próprio evento, foi a preparação. Os treinos consumiram uma quantidade enorme do meu tempo. Eram cerca de 20 horas por semana, com um dia de descanso. E como eu não nasci em berço esplêndido, eu precisava trabalhar. E durante boa parte dos 17 meses de treinamento, eu tive dois empregos. Então, semanalmente meu treinador me mandava as planilhas de treino, e eu precisava conciliar as três modalidades, mais musculação, com todas as demais rotinas profissionais e pessoais, o que, na maioria das vezes, não era uma tarefa fácil, mas com esse planejamento, era mais “tranquilo” prever qual treino eu “poderia” faltar para ser compensado em outro momento. Mas não era só isso: havia ainda a parte nutricional.

Em uma prova em que foram consumidas, segundo meu computador de bordo, 6.905af597198b5b8e14bec2f915f71c5d6ebkcalorias, com toda tranquilidade, digo que o fato de eu ter chego ao final da prova em condições “humanas” deve-se, principalmente, ao trabalho de nutrição ao longo de toda a jornada. Sua cabeça pode mandar você ir; sua estrutura física pode ser capaz de lhe carregar; mas sem energia, você simplesmente não funciona. Eu comecei os treinos com 99 quilos. Fui para a prova com 88. Foram 13 quilos de banho perdidos e dois de massa magra construídos. Nesta dieta, eu precisava comer a cada 3 horas durante a preparação. Como eu permanecia 18 horas acordado a cada dia, eram 6 refeições por dia. Sendo assim, eu precisava, antes de sair de casa, revisar todas as minhas atividades para analisar como iria me alimentar. Então, não foram poucas as vezes em que eu saia de casa com uma lancheira, recheada de frutas, iogurtes, sementes, barras de cereais e proteínas, suplementos, etc, para não ficar “na mão” ao longo do dia.

2 – Sobre dedicação10312701_880224111994629_569899883184439600_n

Você só se dedica àquilo que é importante para você. Assim, não adianta se comprometer, perante outros e perante a você mesmo, com algo que você não se identifique. Eu queria demais completar esta prova, principalmente, por mim. Mas eu queria passar aos meus alunos que, quando temos um objetivo, devemos nos dedicarmos a isso. Ir a festas, comer e beber como se estivesse na esbórnia, não iriam me ajudar em nada a alcançar esta conquista. Sendo assim, abri mão de muita coisa, não por penitência, mas por vontade; por acreditar que meu objetivo era maior que uma noitada de porre. Acordar domingo às 06 da manhã, para mim, era um prazer. E não adiantava eu dizer para meu professor/treinador, que não havia conseguido ir no treino por causa disso, ou daquilo. Ele não tinha nada a ver com isso. Qualquer deslize ia recair sobre mim e sobre minhas metas, negativamente, é claro.

3 – Sobre procurar ajuda

Ninguém faz nada sozinho. Dependemos de tudo e de todos a todo momento. O triathlon é uma ciência, ou um conjunto 4368111512b2ca057001bb64313fc8d6de ciências. É necessário entender como funciona o nosso corpo: sua mecânica, seu consumo de energia, causas e efeitos. E, para entender tudo isso, não adiantava eu tentar estudar todos os assuntos para me auto-satisfazer. Precisei contar com a ajuda de muitas pessoas para chegar a este objetivo. Quatro profissionais da área da saúde foram envolvidos, só para tratar das questões físicas. Além disso, com frequência, recorria a pessoas mais experientes ( Christiano Moreira , John Brito Hauptli, Robson Oliveira) principalmente quando não sabia por onde começar. Deixo aqui meus agradecimentos aos profissionais Ricardo Bombom, Daniela Muniz, Ismael (CERFE ), Dr. César Teixeira Goulart, Robson Oliveira.Captura de Tela 2014-05-31 às 22.23.01

Mas não houve ajuda mais importante do que da minha família e de meus amigos mais próximos. Estes são os únicos que vão te ajudar como for, quando for, custe o que custar, sem pedir nada em troca por isso. Fernanda Fontoura, Anselmo Jevaux, Vânia Jevaux, Cristina Schroder, John Brito Hauptli, André Luís Pessetti, Glauco Artur Ribeiro De Assunção, Julio Kuser, João Eduardo Moritz Neto: amo vocês.

Para terminar, vou me gabar, sim. Eu nadei 3,8 quilômetros; pedalei 180 quilômetros; corri 42 quilômetros. TUDO EM UM DIA SÓ. Mas quer saber? Qualquer um pode fazer isso. Qual é o “Ironman” da sua vida? É um apartamento? É um carro? É um emprego dos sonhos? É morar em outra cidade, estado, país? VOCÊ PODE. CDSCF0164onseguir ou não, vai depender de quanto você REALMENTE quer isso.

Por fim, deixo meus agradecimentos a todos que torceram, acompanharam e vibraram com toda a minha trajetória. O apoio, “curtida”, incentivo de cada foi fundamental para esta conquista.

Agora é partir para a próxima batalha: tentar a inscrição para o Ironman Brasil 2015, no próximo dia 05, quando abrem as inscrições.

 

 

Inspire-se. Conquiste o seu IRONMAN. Conquiste seu sonho.

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