FIM DA FESTA DOS TÍTULOS PÚBLICOS

Nos últimos dias, muita atenção tem sido dada para investimentos em títulos públicos. Até outubro do ano passado, o número de investimentos no Tesouro Direto havia aumentado 70%. Em janeiro deste ano, o estoque de títulos no mercado era de R$41 bilhões. Com o atual ciclo de queda das taxas de juros, a pergunta é: estou entrando no fim da onda?

A resposta é sim e não. Vamos explicar.

Quando a resposta é “sim”

Em Janeiro de 2016, os títulos pré-fixados com vencimento em 01 de janeiro de 2023 garantiam ao investidor que levasse estes ativos até seu vencimento (ou seja, não os venderia antes do dia 01/01/2023) uma rentabilidade de 16,56% ao ano.

Quem adquirir este título hoje garantirá uma remuneração de 10,20% ano.

Isto representa uma queda de aproximadamente 40% na rentabilidade destas LTNs.

Olhando esta perspectiva, e considerando o fato de que o governo está em uma jornada firma para redução da taxa SELIC, a referência básica dos títulos públicos, é pouco provável que se encontre em um horizonte de tempo coerentemente projetável, um momento tão positivo para se investir em títulos pré-fixados como o que já passou há um ano.

Porém, há uma luz no fim do túnel.

Quando a resposta é “não”

O lado positivo é que ainda há margem para que o governo reduza as taxas de juros. De acordo com as projeções de mercado coletadas pelo Banco Central, a expectativa é que a taxa SELIC termine o ano de 2021 em 8,72% ao ano.

Sendo assim, quem tem um horizonte de investimento de longo prazo, ainda há espaço para garantir hoje uma taxa de juros atrativa. Quem comprar os títulos hoje a uma taxa de 10.2% ao ano terá, em 2021, um investimento com rendimento de 116% da taxa SELIC.

A cada reunião do Comitê de Política Monetária que se passa, aumentam as chances de o governo continuar a reduzir a taxa de juros. Desta forma, quanto mais o investidor demorar a aplicar em títulos públicos através do Tesouro Direto, maior as suas chances de perder esta oportunidade de garantir taxas de juros atrativas nos seus investimentos.

Desta forma, ao invés de ficar se lamentando pelo passado, é melhor tomar uma atitude para o futuro.

 

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