EUA – UM ANO DEPOIS

Há um ano minha esposa e eu chegávamos aos Estados Unidos. Recomeçamos do zero. Praticamente um ctrl+alt+del, um reboot na vida. Sem patrimônio, sem amigos, sem família. Um apenas com o ombro do outro, esses 365 dias nos uniram, nos tornaram cúmplices e companheiros em um nível ainda mais elevado.

À distância, tudo é um quadro, uma aquarela. De muitos escutamos que tivemos sorte. De poucos, parabéns por abdicar, arriscar, construir e conquistar. Nada veio por acaso. Só nós, e somente nós, sabemos da verdadeira história por trás desse mundo que se vê em facebook, instagram, snapchat.

Não, eu não renego minhas origens. Mas, sim, passei a admirar ainda mais este povo e este país. Não é perfeito, como nenhum nunca vai ser. Algumas coisas simplesmente são diferentes de onde vim. Encarar essas diferenças como “melhores” ou “piores” é o que define nosso grau de adaptabilidade. Chegamos há pouco. Não vamos mudar a cultura que aqui está. Cabe a nós respeitar e nos adaptarmos às diferenças. Foi nossa escolha estarmos aqui.

Não amo os Estados Unidos. Mas também não amo as condições do Brasil de hoje. O que eu realmente amo é a vida e como a aproveitamos. Foi minha escolha querer buscar algo melhor. E aqui é melhor para mim. Pode não ser para muitos. Mas para mim, é. Não me envergonho, não escondo e estou muito feliz com a minha escolha.

Sinto saudades dos meus amigos e de familiares. Coisas são substituíveis. Canjica tem para vender no mercado brasileiro. O importante é ter a mente aberta. Desapegar do que é desapegável. Viver para frente. Viver no presente buscando sempre um futuro melhor. O passado é apenas fonte de aprendizado. Serve apenas para ser consultado, nunca revivido. Quem vive no passado, não vive. A esperança está no futuro; a experiência, no presente.

Determine uma meta. Trace um plano. Persiga-o. Viva. Seja feliz. Como for, aonde for, com quem for.

Apenas viva.

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