EU PAREI DE AJUDAR AS PESSOAS

Me chame de egoísta, me chame de capitalista, me chame de mercenário. Mas este texto vai afetar apenas as pessoas que abusam da boa vontade e não percebem.

Hoje eu recebi um e-mail da ANBIMA dizendo que preciso fazer (mais) um curso para renovar minha Certificação Profissional ANBIMA 20 (CPA-20). É uma espécie de “selo de qualidade” da Instituição atestando que possuo conhecimentos suficientes de mercado financeiro para atender clientes Qualificados e Super-qualificados (investimentos acima de R$1.000.000,00).

Isso me fez relembrar o quanto eu já estudei para adquirir o conhecimento que tenho hoje. Faculdade, Pós Graduação, certificações, diversos cursos de curta e média duração, e autorizações da Comissão de Valores Mobiliários para atuar no mercado de capitais. Além disso, foram muitas experiências que nenhum curso formal ensina, como: atuação na Bolsa de Valores na pior crise mundial da História recente, abertura de várias empresas, reestruturação de dívidas, etc.

Não sou uma pessoa com patrimônio financeiro e pessoal elevado. Não sou rico. Não sou pobre. Passei os últimos 12 anos investindo em mim. Muito dinheiro e, principalmente, muito tempo. E continuo fazendo. Não sou o melhor do mundo no que faço, longe disso. Mas tenho certeza de que meu conhecimento pode gerar muitos benefícios para quem usar dele. E por isso, acho justo cobrar por isso. Certo?

Há dois anos, através de um e-mail que eu levei não mais do que 90 segundos para escrever, mandei uma mensagem para um colega mostrando como ele poderia economizar impostos. Em um único projeto, foram cerca de R$ 2.000.000,00 (DOIS MILHÕES DE REAIS) pagos a menos. E ele vai repetir essa fórmula perpetuamente, de graça, e economizar ainda mais. Não cobrei nada. Era o início de um relacionamento e eu fiz isso “no risco”.

E muitas foram outras informações que passei “no risco”, ou seja, mostrar que eu “sei alguma coisa” no intuito de que a contraparte contratar meus serviços para ter mais benefícios. Ledo engano.

Muitas pessoas que me procuram, ao receber uma proposta de trabalho, estão mais preocupadas com quanto eu cobro, no quanto eu exerço de esforço posterior ao contrato do que com o benefício que elas terão.

Não é por que eu consegui economizar R$ 2 milhões de reais através de um e-mail de 90 segundos que meu único labor foi redigir o e-mail. Foram anos de estudo para que eu tivesse o conhecimento e a segurança de fazer tal afirmação. Da mesma forma, não é por que meu trabalho é estritamente intelectual, e não braçal, que ele deve ser barato, ou de graça.

Aliás, existe muita informação sobre mercado financeiro de graça na internet. Qualquer um que me pedir um conselho “de graça” pode achar a mesma referência na rede de computadores. Mas quando o “de graça” não for bom o suficiente, não ache ruim que um profissional cobre pelo seu conhecimento.

Prestadores de serviço não devem ter receio, vergonha ou pudor de cobrar pelos seus serviços. Incluindo consultas iniciais ou reuniões para tratar de assuntos profissionais. Médicos fazem. Dentistas fazem. Advogados fazem. Por que você, administrador, economista, consultor, não pode fazer? Seu conhecimento vale algo para quem está do outro lado. Saiba quantificar esse valor de benefício para ele e o prospect não poderá contestar o quanto cobra.

Não me interprete mal: se você estiver em necessidade, vou ajudar o quanto puder. Mas se desejar um pedaço do meu cérebro, solicite uma proposta.

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