DESAFIANDO A META

Aprendi com o tempo que sou movido por desafios. Cada um tem aquele “Fator X” que serve de combustível para desencadear toda sua motivação e força de vontade. Para alguns é a fama; para outros, a fortuna. O amadurecimento profissional e pessoal me fez descobrir que, para mim, fama e fortuna são consequências diretas de completar tarefas. Por isso, engato uma atrás da outra.

Logo no início de minha carreira profissional eu trabalhei em uma grande instituição financeira. Foi um divisor de águas para mim. Descobri que, dentro da Economia, a análise e gestão de investimentos era a área que mais me agradava. Era (muito) novo ainda. E já tinha chego no terceiro nível hierárquico da empresa. Quando vi que seria muito difícil passar dali, desanimei e comecei a procurar novos desafios.

Dali fui para um banco. Na entrevista, me perguntaram. “O que você pretende conosco?”. Minha resposta foi “eu quero trabalhar na Gestora de Recursos, que fica em São Paulo. Mas sei que preciso começar de algum lugar. E gostaria que fosse aqui.” Três meses depois, através de conversa com amigos, percebi que a mobilidade dentro de um grande banco era pequena. Foi então que resolvi montar minha empresa de consultoria de investimentos. Fui “dono” por 4 anos. Depois, vendi a empresa para outra maior e segui carreira.

Desde que comecei a praticar o triathlon, tenho levado esse pensamento para os treinos. Sempre procurando uma meta para ser alcançada. Um objetivo a ser superado. De cara, eu, literalmente, deixei de ser um “atleta de sofá” para um triatleta. E pior: treinando para um Ironman. Em 8 meses eu me prepararei e concluir o Ironman Brasil, em Florianópolis. Foi o melhor tempo do mundo? Não. Mas foi meu melhor tempo.

Em seguida veio o Challenge, provas menores. E o segundo Iron. A nova meta, era superar o tempo do ano anterior. Não consegui. Pode ser “desculpa”, mas na temporada 2014/2015 não consegui encaixar os treinos com a rotina profissional. Estava muito focado no segundo e o primeiro ficou para trás. Mas concluí. O que é bom, mas não excelente.

Ao final do Ironman 2015 decidi que só faria um Full Iron quando tivesse condições de completá-lo em até 12 horas. Essa é a nova meta. Até lá, seguimos fazendo provas menores e procurando aperfeiçoar as técnicas. Com a ajuda das pessoas certas, tenho certeza que será possível. Diferente da Presidente, minha meta tem valor e data para acontecer. Cabe a mim seguir. Se vou dobrá-la ao alcancá-la, não sei. Mas vou persegui-la ferozmente. A próxima etapa é o Meio Ironman de Miami. 

 Faltam 60 dias. 

 E eu não tenho bike ainda. 

 Quer mais desafiador?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

15 + catorze =