Como migrar para os Estados Unidos?

Segunda dados da Receita Federal, entre 2014 e 2016 55.402 declarações de saída definitiva do pais foram entregues. É praticamente o dobro do período entre 2011 e 2013, cujo número foi de aproximadamente 30 mil pessoas.

Em artigos de jornais e revistas, depoimentos de pessoas em redes sociais e contato direto com imigrantes que vivem no exterior, as principais razões desta fuga são a crise econômica, falta de oportunidades, dificuldade de enxergar melhora no longo prazo, violência urbana.

Os Estados Unidos, em especial a Flórida, são um dos principais destinos dos brasileiros. O Estado mais ao Sul da América está há apenas 8 horas de vôo do principal aeroporto do Brasil (Guarulhos), possui clima muito semelhante (é o único estado subtropical dos EUA), e, devido sua cultura latina, tem alimentação compatível com o gosto do brasileiro. Todos estes fatores diminuem as dificuldades de adaptação ao novo país.

Entre as formas mais usuais de imigração estão através dos vistos de estudante (F1), Investidor (EB5), Trabalho (H1B) e Transferência de Funcionário (L1).

No caso do visto de estudante, muita gente utiliza como uma forma de transição para o país. Como ele não dá permissão para trabalhar nos Estados Unidos, procuram entrar em uma escola para, após formado, procurar alguma empresa para patrocinar seu visto de trabalho.

O visto de investidor, EB5, concede o Green Card para pessoas que investem entre $500 mil e $1 milhão em projetos aprovados pelo governo para conceder este benefício. Entretanto, é necessário que os projetos escolhidos cumpram uma série de procedimentos e resultados para que os investidores tenham o direito ao Green Card.

Para aqueles que já possuem uma proposta de trabalho nos Estados Unidos, há a opção do visto H1B. Entretanto, a empresa precisa comprovar que o funcionário possui habilidades especiais que não podem ser preenchidas por trabalhadores americanos. Além disso, a cota deste visto é de apenas 65 mil emissões por ano. Como sempre há mais inscritos que vagas, a primeira fase é, literalmente um sorteio. Sem qualquer avaliação qualitativa, separa-se 65 mil aplicações para, então, verificar se estão dentro dos requisitos. É um dos vistos mais difíceis de serem conseguidos.

Já pessoas que possuem empresa no Brasil, ou vínculo com ela, por mas de um ano, podem solicitar transferência para eventuais subsidiárias estabelecidas nos Estados Unidos. O fato interessante é que a filial aberta nos EUA não precisa ter a mesma atividade que a matriz brasileira. O empresário pode ter uma loja de suplementos no Brasil e abrir uma subsidiária cujo objetivo seja vender roupas nos EUA. A maior exigência, contudo, é que a empresa brasileiro continue funcionando depois que o funcionário/sócio seja transferido para tocar a operação na América.

Com a experiência de ter passado por todo processo de imigração, e acompanhado de perto história de outras pessoas, a recomendação é que não se faça nada às margens da Lei. Existem muitas outras possibilidades de migrar para os EUA de forma legal. Basta buscar a informação correta.

 

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