BALANCED SCORECARD E TRIATHLON

No ano passado iniciei no triathlon. Fui impulsionado pelo clima que o Ironman traz a Floripa. Nunca tinha assistido a uma prova, até que em 2012 um grande amigo (John Brito Hauptli) resolveu fazê-la. Assisti a largada e fui contagiado. Durante a prova, a animação da torcida e o empenho dos atletas terminaram de me encantar. Foi então que, meio no oba-oba, e com a vontade de praticar algum esporte, comprei um tênis de corrida, um óculos de natação e uma bicicleta.

Sempre focado no Iron, meu primeiro ano foi, basicamente, chegar ao final de cada prova. Não tinha competições anteriores para me balizar, nem tempo suficiente para desenvolver as técnicas corretas. Isso me fez cruzar a linha de chegada com 13 horas e 51 minutos. Bom ou ruim; alto ou baixo; este foi meu tempo. Agora, para as próximas provas, tenho objetivos mais específicos: melhorar técnica e desempenho. E, para isto, vou utilizar uma ferramenta de administração de empresas para o triathlon: o Balanced Scorecard – BSC.

O BSC é uma ferramenta de gestão e monitoramento estratégico desenvolvido por professores de Harvard. Basicamente, ele alinha o objetivo estratégico da empresa em quatro variáveis chaves: financeira, clientes, comportamento interno da empresa e aprendizado.

Balanced Scorecard

A ideia é que cada uma destas variáveis possua seu próprio objetivo estratégico. Desta forma, ao atingir o objetivo estratégico de cada uma das variáveis chave, a empresa deverá atingir a meta principal. (Quem desejar aprender mais sobre BSC, pode procurar inicialmente no Wikipedia. Lá há também a bibliografia original –http://pt.wikipedia.org/wiki/Balanced_scorecard).

Pois bem. Neste sentido, será necessário adaptar este modelo para o triathlon. Diferentemente do conceito original do BSC, serão 5 variáveis, ao invés de 4: Natação, Ciclismo, Corrida, Condicionamento Físico e Transições. Para cada uma delas, será definido um objetivo para que o resultado da prova seja atendido. Uma vez que sou iniciante neste esporte, após definido os objetivos, vou procurar ajuda do técnico da Sprint Assessoria, da  nutricionista Daniela Muniz, e do educador físico Henrique Neu para atingi-los.

Minha próxima prova será o Challenge Florianópolis, em novembro. Então, vamos aplicar o BSC a ele. A visão estratégica, aqui, será completar a prova em 5 horas e 55 minutos. Cada modalidade tem seu próprio objetivo de tempo, bem como as transições. Além disso, foi definido um peso como meta e percentual de gordura, que influenciarão, principalmente, na corrida. Nos próximos posts, apresentarei as estratégias de cada uma das modalidades.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 + 2 =