3 MOTIVOS PELOS QUAIS SUA ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO ESTÁ FALINDO (E COMO CONSERTÁ-LA)

Ok. Você já tentou investir, ou até faz isso neste momento, porém ainda não tem os resultados que gostaria, ou que o professor de finanças pessoais, do curso de análise técnica de ações, ou que o cara do marketing multi nível lhe “prometeu”. Ao invés de colocar a culpa nos outros, veja este três motivos pelos quais sua estratégia de investimentos não funciona.

1. Investir pelos motivos errados

Investir pelo motivo errado é, de longe, uma das principais causas da falência de estratégias de investimentos. E eu não estou aqui para julgar seus objetivos, mas quero lhe dizer que muitas vezes você investe pelos motivos errados. Seja por que seu amigo falou que este investimento é “infalível”, por que você viu num filme, ou por que leu em algum blog na internet,  se você tomou a decisão de seguir sem de fato estudar e entender a proposta de investimentos, você está fazendo a coisa errada.

Eu sempre digo para clientes, amigos, alunos e afins, que o melhor investimento é aquele que lhe faz dormir a noite. E por isso, você precisa entender que tipo de risco você está disposto a correr antes de entrar em qualquer opção de investimentos.

Se você não entende por que o preço de uma ação sobe ou desce; ou, quando em um momento de crise, você não consegue alugar seu imóvel pelo mesmo preço do locatário anterior e precisa baixar o valor; ou simplesmente não pode nem ouvir falar em perder dinheiro, entenda que você precisará ficar em investimentos mais estáveis e se confortar com taxas de retornos mais baixas.

Neste sentido, o primeiro passo que você de fazer é entender qual o seu perfil de investimentos: conservador, moderado ou arrojado?

Se você for conservador, recomendo você ficar fora da renda variável. Procure Títulos Públicos, CDBs de bancos médios e grandes, fundos de previdência privada para o longo prazo, e é basicamente isso. Limitar a sua liquidez (velocidade em resgatar seus investimentos) ou ter qualquer perspectiva de perda de valor não combinam com você, então fique de fora e durma tranquilo.

Agora, caso você tenha um pouco de perfil de risco, pode ser considerado um investidor moderado, e, então, já pode começar a montar uma carteira de longo prazo na  Bolsa de Valores. Como você ainda não é arrojado, procure empresas em setores mais consolidados, que tenham bons contratos de longo prazo e que paguem bons dividendos. Exemplos dessas empresas são aquelas voltadas a serviços públicos, como água e saneamento; geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; concessão de rodovias e ferrovias, etc. Coloque até 20% de sua carteira nestes ativos.

Por fim, se sua tolerância a perdas foi mais arrojada, pode combinar uma carteira de longo prazo de ações, com outra para swing trades (modalidade aonde você fica posicionado em ativos por pouco tempo). Pode ter até 50% da sua carteira em renda variável, contando que a outra metade esteja em renda fixa de boa liquidez e que seja suficiente para você pagar todas as despesas fixas por 6 meses.

2. Pouca disciplina

Agora que você já sabe como deve tomar a decisão de investir, você precisa ter segurança e disciplina no que faz. Não adianta fazer toda a pesquisa e descobrir que a empresa XPTO é ótima para investir, aplicar seus recursos e, no primeiro sinal de mercado “estressado” você se desesperar e vender tudo.

No caso da renda variável, você precisa identificar que tipo de problema está acontecendo. Se for um estresse momentâneo de mercado, que não altera a direção da economia no médio e longo prazo, nem impacta as projeções de crescimento da empresa, qualquer movimento de correção negativa de preços é uma excelente oportunidade de adquirir mais papéis. Se você entende que a empresa é boa, não é um solavanco momentâneo que vai mudar este cenário. Então, confie no seu taco.

Ainda acompanhando este pensamento, e generalizando para os demais tipos de ativos que existem na sua carteira, disciplina também significa separar uma grana todo mês para investir. Se você tem uma estratégia bem definida, e sabe exatamente o que está fazendo, você deve renovar esta afirmação todos os meses.

Sendo assim, separe uma parte de seus rendimentos (1, 5, 10, 15, 20%…) e invista todos os meses nas mesmas coisas. Se você tem Títulos Públicos, compre mais; se possui ações, aumente sua participação na empresa (mesmo que seu preço tenha subido ou caído naquele mês); se possui cotas de fundos imobiliários, procure ter mais.

Não descubra um ativo “mágico” todos os meses. Ao final do seu processo, você terá tantos produtos de investimentos que não conseguirá administrá-lo. Diversificação é bom até certo ponto. É melhor ter certeza de um ativo que não conhecer 50.

3. Você quer ficar rico

O terceiro erro mais comum é querer ficar rico com investimentos. Entenda uma coisa: você vai ficar rico com seu trabalho. Se seu salário é pouco, antes de investir em Títulos Públicos, ações, bitcoin, ou qualquer outra coisa, invista na sua capacidade de ganhar dinheiro.

Estude uma língua nova, aprenda uma nova atividade, faça mais networking. É sua capacidade de gerar valor para outras pessoas que vai lhe deixar rico. Depois, com o fruto do seu trabalho, procure aplicar o resultado em ativos que podem lhe ajudar a ganhar uma grana.

Mas não se engane: investir só vai lhe deixar rico se essa for sua principal atividade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × 3 =